Como o crescimento de Micro e Pequenas Empresas está diretamente relacionado à Fintechs

As Fintechs estão se tornando populares pelo seu método prático de ação. Mas, elas podem ter alguma relação vantajosa com as Micro e Pequenas empresas?

Sabemos que a economia de um país está diretamente relacionada à capacidade de consumo de sua população. Isso significa que, quanto mais a população consegue consumir o que é produzido em território nacional, mais ela estimula o crescimento econômico como um todo.

Pensando por esse viés, conseguimos compreender que, quanto mais empresas forem abertas no país, maior é a quantidade de empregos gerados. Automaticamente, esses novos empregados passam a receber salários e, consequentemente, a comprar mais coisas. Além disso, aumenta a quantidade de financiamentos, que são uma maneira de estimular o consumo de itens mais onerosos.

Seguindo a linha de raciocínio, esse aumento do consumo pode dar espaço para que novas empresas surjam e, com elas, mais empregos sejam criados. Dessa forma, podemos entender que tudo está completamente ligado, como um looping altamente necessário para o desenvolvimento do país.

No entanto, o que vale afirmar é que, na grande maioria dos casos, o consumo direto dá espaço para a criação de empresas pequenas, que são as classificadas entre Micro e Pequenas, dentro da legislação empresarial do país. Essa classificação se dá, principalmente, pelo faturamento anual. Sendo assim, são empresas que nascem pelo aumento da demanda, ainda tímidas, mas com uma expectativa real de crescimento.

Vamos explorar um pouco mais sobre as Micro e Pequenas empresas no decorrer do conteúdo. Porém, indo além dessa questão inicial, também trataremos sobre uma vertente dessa força econômica que subsidia o país, que são as Fintechs. Nesse âmbito, como os dois temas podem ser conectados e, consequentemente, gerar mais receita?

Acompanhe a leitura!

Qual a importância das Micro e Pequenas Empresas para a economia do Brasil?

Segundo dados do Sebrae, a participação das Micro e Pequenas empresas já é responsável por 27% do PIB nacional. Ainda, esse é um número que pode ser ultrapassado nos próximos anos, dada a relevância que elas têm obtido, além do interessante processo de unificação entre o trabalho comum com a tecnologia.

Os números expoentes nos mostram que, além da contribuição direta com impostos destinados ao Governo Federal, é justamente pela participação efetiva das Micro e Pequenas empresas que a crise econômica que afetou o nosso país não causou ainda mais estragos. Mesmo que os resultados dessa crise tenham sido visíveis e catastróficos, muitos empregos que foram mantidos vieram, exatamente, dessas empresas de porte menor.

A revista “Pequenas Empresas, Grandes Negócios” declarou que o surgimento de mais de 1 milhão de novas empresas de pequeno porte foi fundamental para manter a economia aquecida. Afinal, cerca de 5 milhões de novos empregos surgiram nesse cenário.

Normalmente, podemos atribuir que as Micro e Pequenas empresas atuam em um nível mais baixo que as consideradas de grande porte. Por isso, é comum que elas apresentem valores mais competitivos e uma produção mais enxuta, de modo a reduzir despesas. Isso se reflete no aumento de acordos fechados com essas empresas de pequeno porte, que acabam se tornando uma opção mais vantajosa para os grandes compradores.

Consequentemente, há mais empregos gerados se há mais procura por elas. Considerando que a tributação que incide sobre essas empresas é menor, temos a equação mais simples de todas: Menos impostos + produtividade com valores atraentes = aumento da demanda + geração de empregos. O resultado, é uma economia mais aquecida.

Por que as Fintechs estão ganhando tanta relevância no cenário econômico?

Dentro do cenário que explanamos, sobre as Micro e Pequenas empresas terem uma função essencial na economia do Brasil, precisamos destacar qual é a representatividade das Fintechs. Com um segmento mais voltado para a atuação direta, essas empresas podem ser tomadas como um dos pilares de sustentação desse nicho da economia.

Voltando rapidamente ao que dissemos antes, sobre a importância das empresas de pequeno porte dentro do looping de consumo, também faz-se necessário reforçar que, esse novo tipo de comércio, bem como o comportamento do consumidor, se modificou. Isso, sem dúvidas, pelo aumento da rapidez no acúmulo de informações e, também, pela interatividade. Ou seja, a tecnologia influencia o comércio.

Sendo assim, é inteligente pensar que, além de as empresas estarem se adaptando ao consumidor mais conectado, elas também estão se adequando aos meios tecnológicos de empreendimentos financeiros. São as chamadas Fintechs, e em termos de definição, podemos dizer que elas são empresas que usam a tecnologia a favor da oferta de produtos e serviços da área financeira.

No entanto, elas vão além disso. Além de proporcionarem soluções inovadoras para processos burocráticos enraizados no sistema financeiro do país, elas acabam facilitando as ações, principalmente dos micro e pequenos empresários.

Invariavelmente, o tamanho da empresa acaba por determinar qual a “facilidade” com que ela tem acesso à ativos financeiros, certo? Sendo assim, as Fintechs acabam auxiliando os donos de Micro e Pequenas empresas, justamente por apresentarem processos mais enxutos e com menos burocracia envolvida. Isso tudo, é claro, usando da tecnologia ao seu favor.

Qual a relação direta entre as Micro e Pequenas Empresas e as Fintechs?

Pelo tópico anterior, já podemos ter uma dimensão de como o relacionamento entre esses dois ramos de empresas pode beneficiar, mutuamente, os lados. No entanto, a resposta mais óbvia para essa pergunta, seria a maior acessibilidade que as Fintechs têm, o que, automaticamente, se reflete em maior crédito para o surgimento das Micro e Pequenas empresas.

Vale ressaltar que os processos financeiros empregados pelas Fintechs seguem a mesma padronização das instituições bancárias comuns. Mas, também é preciso reforçar que a facilidade do acesso aos programas e benefícios das primeiras são mais rápidos e práticos do que os das segundas. Para o micro e pequeno empresário, esse ganho de tempo e a diminuição de burocracias impeditivas pode ser o passo fundamental para o crescimento do empreendimento.

Portanto, as duas áreas têm andado de mãos dadas. A expectativa é que, com a popularização das Fintechs (que já começaram a cair no gosto dos brasileiros), também comece a aparecer pelas notícias o quanto isso está agregado ao crescimento – e ao surgimento – de mais Micro e Pequenas empresas. Uma aliança que, definitivamente, tem muita chance de dar certo.

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