Veja como se livrar das dívidas da empresa com estas 6 dicas!

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Acabar com as dívidas da empresa pode parecer algo extremamente complicado, já que nem sempre é possível ter a clareza necessária para analisar a forma mais correta e eficiente de se fazer isso.

Além disso, poucas instituições ou bancos oferecem condições diferenciadas para que um empreendimento possa se livrar dos débitos e voltar a desenvolver suas atividades com o máximo de produtividade operacional. Neste artigo, mostraremos 6 dicas para que você gerencie melhor suas finanças e saia da condição de endividamento. Acompanhe!

1. Coloque todas as dívidas no papel

Muitas empresas têm um endividamento altíssimo, mas sequer conhecem o volume total de suas contas vencidas ou a vencer. Sendo assim, o primeiro e mais importante passo é ter clareza de quanto o negócio deve.

Para isso, não é necessária muita técnica ou tecnologias de última geração: você mesmo pode fazer um levantamento simples e eficiente ao utilizar planilhas eletrônicas.

2. Tente a renegociação

Depois de levantar todas as dívidas, é chegado o momento de iniciar a renegociação. Acredite: a grande maioria das instituições quer negociar os débitos em aberto e muitas fazem isso oferecendo diversas condições diferenciadas para facilitar a resolução.

Um grande exemplo são as dívidas fiscais. Os Governos, tanto Federal quanto Estaduais e Municipais, lançam com uma certa frequência programas de parcelamentos incentivados em que são oferecidos prazos longos para quitação de débitos e redução nos juros e multas.

Dependendo do tempo de pagamento, esses valores podem ser reduzidos a zero, o que faz com que seja necessário pagar apenas aquilo que era devido à época do fato gerador do imposto.

3. Faça um bom planejamento financeiro

Isso é fundamental para resolver o problema das dívidas da empresa. A maioria dos empresários entra em uma situação de endividamento justamente por não terem um bom planejamento financeiro e executarem suas tarefas diárias de forma desordenada e sem pensar nas consequências.

Já quem coloca isso em prática tenha uma visão mais clara sobre suas finanças e toma decisões com base em dados mais precisos. Em consequência disso, suas deliberações são mais certeiras, o que evita erros que prejudiquem o negócio e coloquem em risco seu sucesso e crescimento.

O planejamento financeiro deve conter todas as contas que precisam ser pagas nas datas futuras, bem como os recebimentos que ocorrerão. Assim, o responsável pelo setor terá uma noção mais clara de quanto precisará destinar para pagar certos custos.

4. Reduza custos de forma inteligente

A redução de custos é algo extremamente complicado. Para começar, é necessário conhecer esse conceito. Ele está relacionado a todos os desembolsos envolvidos na produção, venda ou comercialização de produtos. Ou seja, são gastos necessários para a manutenção da operação de seu negócio.

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Nesse sentido, quando você elimina custos, pode-se gerar certo prejuízo em seus processos de vendas ou prestação de serviços. Entretanto, a análise desses elementos é fundamental para reduzir as dívidas da empresa.

Afinal, da mesma forma que existem custos necessários, há aqueles que de fato poderiam ser reduzidos ou até mesmo eliminados totalmente. Para identificar isso, é necessário implementar um processo de gestão de custos que seja capaz de mensurar cada um deles e verificar a real necessidade de sua existência.

Assim, você conseguirá visualizar os gastos que realmente não podem ser eliminados, pois, caso isso ocorra, a qualidade ou a produtividade da empresa pode ser prejudicada. Por isso, é imprescindível identificar aqueles que não causarão impactos negativos se forem reduzidos ou os que efetivamente não são necessários para a manutenção do empreendimento.

5. Separe as finanças pessoais da empresa

Outro ponto de extrema importância é a separação de despesas pessoais das finanças da empresa. Existem empreendedores que fazem do caixa uma extensão de seu bolso e acabam pagando contas particulares com dinheiro da organização.

Essa prática, além de ilegal, prejudica seriamente toda a gestão financeira. Em primeiro lugar, ao fazer isso você não saberá identificar os gastos que, de fato, estão drenando a capacidade de gerar resultados do empreendimento e podem ser eliminados. Além disso, vai desfalcar o caixa com particularidades enquanto deveria quitar despesas geradas pelos processos produtivos.

Para separar essas duas coisas, defina um valor de retirada mensal que seja capaz de cobrir todas as despesas pessoais sem que você tenha que “assaltar” seu próprio negócio. Por mais incrível que pareça, existem empresários que compram carros, casas e outros bens com o dinheiro da pessoa jurídica, deixam-na aumentar seu endividamento e acabam entrando em um processo quase impossível de ser revertido.

Entretanto, essa retirada mensal precisa ser compatível com a realidade do seu negócio. Não adianta fixar um valor que prejudicaria totalmente a operacionalização e o fluxo de caixa da empresa. Dessa forma, apesar de você não misturar as contas, colocará em risco toda a operação do negócio, deixando-o sem recursos suficientes para saldar suas dívidas.

6. Opte pela antecipação de recebíveis

Por fim, se você tiver contas a receber a prazo, poderá optar pela antecipação de recebíveis. Basicamente, se trata de um processo em que você repassa a responsabilidade pelo recebimento de determinado título para um terceiro, que, como contrapartida, adianta a maior parte daquele valor ao seu negócio.

Existe uma cobrança de juros em cima dessa operação, porém ela costuma ser consideravelmente mais baixa que os empréstimos e financiamentos oferecidos pelos bancos tradicionais. Afinal, o grau de risco desse tipo de operação é um pouco reduzido, tendo em vista que existe um título que fornece certa garantia para a instituição financeira que forneceu o crédito.

Essa é uma excelente opção para quem deseja reduzir as dívidas da empresa utilizando direitos de recebimentos futuros para antecipar a receita. Por fim, é crucial que você mantenha um bom controle financeiro para evitar um endividamento ou se endividar ainda mais na tentativa de se recuperar. O processo pode demorar alguns meses, por isso é preciso ter paciência e seguir todos os passos sempre focando na solução do problema.

Gostou deste artigo? Quer continuar estudando sobre outros assuntos importantes para seu negócio? Então, nosso outro post em que mostramos como funciona o crédito para microempresa.

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